Adivinha do dia?
Tem coroa e não é rei, tem escamas e não é peixe. O que é?

Adivinha do dia?
Tem coroa e não é rei, tem escamas e não é peixe. O que é?

…os computadores avariam-se, as relações acabam e as pessoas morrem.
Fiquei feliz por conseguir reproduzir a afirmação acima citada, ouvida num episódio de O Sexo e a Cidade. Nos últimos tempos a minha memória anda a funcionar como um computador avariado.
Só sei que nada sei, perante cenários gradualmente tão graves. Não posso é deixar de achar a progressão da frase genial… começa-se pelo computador e sua avaria passa-se a algo de muito maior: o fim de uma relação e termina-se com o fim da vida, pessoalmente fiquei agarrada à frase.
A força desta enumeração de situações plausíveis e até mesmo bastante frequentes nas nossas vidas não é de menosprezar. Qualquer destas circunstâncias vem interromper uma espécie de ordem estabelecida e pode provocar um caos.
Digam-me o que quiserem, do caos nasce a ordem, após a tempestade vem a bonança, que… e que… Certo é que o fim de algo, à partida construído com prazer, é duro de aceitar. Aceitamos o fim do dia… pois no dia seguinte outro dia renasce; aceitamos dormir, com a perspectiva de voltar a acordar. Mas lá que há situações e ausências difíceis de aceitar e superar há.
Não posso deixar de pensar na forma como reagimos perante a vida e suas situações, parece-me determinada pela força interior e a segurança sentidas (que ao longo dos anos não são sempre as mesmas), por sua vez condicionadas por inúmeros factores.
Podemos sempre parafrasear e dizer também: os computadores consertam-se ou substituem-se, as relações refazem-se e /ou constroem-se e as pessoas nascem. Ou apenas dizermos que tudo é relativo.
…Continuo a não saber como reage alguém que investiu todo seu trabalho num computador e vê este ficar inutilizado…
… ou se outro alguém relativizará uma avaria grave na sua máquina de lavar, no seu carro, no seu sei lá qualquer-coisa-que-tem-por-perto! Com sorte talvez pense: ora bolas este precalço é mau mas não é assim tão grave! Provavelmente sentir-se-á mesmo invadido por uma súbita empatia, ao saber que aconteceu a outros que não ele, achando tratar-se de uma situação reversível, banal e muito menos importante.
…Não sei, quem questionar uma relação, seja ela amorosa ou outra, partindo do princípio que não vive num morro isolado e tem uma vida afectiva, sexual, social activa tremerá… perante a possibilidade do fim da mesma? Se tremer de tristeza talvez se sinta muito mais perdido do que perante a avaria do seu computador, sentirá uma grande confusão… terá amigos para trocar umas ideias sobre o assunto… ou fechar-se-á em copas?
Quanto à perspectiva da morte… aceitar-se-á, talvez, como algo de inevitável. No entanto, o percurso a fazer, somente para aceitar, pode ser muito tortuoso. Aceita-se mais facilmente a vida.

Conhecem a frase: pior a emenda do que o soneto? De uma vez por todas escreve-se Allende e eu escrevi Allend(r)e! Meu amigo Testo da panela as minhas desculpas…

Neruda’s Wine Glass, pastel de Vivienne Flesher, 1997 in Afrodite
Após ter perdido o trabalho feito nesta semana, ficando este reduzido a files ISO que ao abrir revelam muitos números e quadrados… resta-me o consolo de postar esta foto, deste maravilhoso livro da Isabel Allendre.
Que o espírito do livro anime esta quinta-feira!

Não sei quais são as palavras a que recorrem quando estão pelos cabelos. Mas sei quais são as que uso.
− Batatas!
Quando lhe dizem, nem sim nem não?
− Batatas!
Após uma longa discussão em que ninguém chega a consenso?
− Batatas!
Quando fica horas extremamente preocupado/a com alguém que depois fresca/o e leve lhe aparece, como se estivéssemos no El Dorado e nos chamássemos Candide?
− Batatas!