Archive for Julho, 2006

h1

Julho 31, 2006
“Avec le temps tout s’en va(…) »

mas… na memória armazenamos detalhes que resistem aos dias que passam por nós (sem ser no Rossio).
A primeira vez que li a palavra dislate, lembro-me dos risos que provocou em quatro mais ou menos jovens estudantes… Mais ou menos era o que não pensávamos ser, porque tínhamos o som das gargalhadas para aquecer o pensamento.
Agora há pensamentos que vagueiam por praias distantes onde Os barões assinalados já não declamam versos, chegou o tempo de cantar em palcos gigantes, mesmo se o cheiro delicia os sentidos e não disfarça as notas falsas (que traem um treino de estúdio com recurso a tecnologia de ponta). O que interessa não é a música, não é o local, nem a perfeição, nem nunca interessou. Importa sim querer estar ali, partilhar os pequenos gestos e o inesperado que o espectáculo proporciona. You are my sister(…), ou Se eu fosse um dia(…)?
Tudo passa, sobretudo se nos esquecermos de estar presentes, de vivermos os pequenos gestos com alegria no olhar, de ouvirmos e voltarmos a ouvir… e de nunca termos tempo para o que nunca necessitou de hora marcada.
Ironicamente foi preciso Tempo e ausência para compreender que a saudade não é nem nunca será um caminho percorrido apenas por alguns eleitos… e isso nunca serviu de consolação a ninguém… sobretudo quando os dias se assemelham cada vez mais a pequenas partículas que se esgueiram por entre os dedos.

h1

Julho 30, 2006
Tenho um amigo que diz nunca apagar os comentários que fazem no seu blog. Acho bem. É a sua escolha. A minha é de suprimir comentários anónimos despropositados. Não por gostar de censurar o que quer que seja, mas porque a liberdade de expressão tem que respeitar os demais indivíduos.
Não deixa de ser curioso, acredito que é muito bom existir a possibilidade de comentar algo anonimamente, porque há quem seja tímido ou não queira usar o seu nome.
Já me aconteceu comentar anonimamente certos blogues, nunca para denegrir ou insultar. Não está na minha forma de ser e de estar na vida.
Causa-me espanto que alguém seja suficientemente inteligente para utilizar o teclado de um computador e o faça apenas para ofender, injuriar ou fazer comentários descabidos, quer pelo conteúdo, quer pela forma. Penso que devem ser pessoas muito tristes, com a alma rota e muitos traumas. Um psicólogo ou um psiquiatra deveriam poder solucionar isso. Mas é necessário que quem adopta essa forma de estar na vida reconheça que tem um problema. Honestamente continuo a dizer: não havia necessidade de ter que travar o riso perante os últimos comentários anónimos que suprimi mas foi mais forte do que eu 🙂

h1

"Há uma diferença entre os que pensam em agir e os…

Julho 28, 2006
“Há uma diferença entre os que pensam em agir e os que agem.”

Logo após ter escrito mais uma frase banal, tipo chapa cinco, notou-se que faltava algo, uma palavra nova. Foi então que um obscuro e seco sentido de humor surgiu invadindo o espaço desacertado do belogue, a palavra inter-âge surgiu fulgurante enquanto esperava pacientemente que lhe arranjassem o carro.
Inter-âge, a piada seca da tarde, foi agarrada e colada no branco da postagem, durante a noite: ficas aqui sim. Á espera do novo dia porque hoje foi um dia de mudar peças no carro, ele foi pneus, pastilhas para travões, imposto para reciclar pneus usados, óleo, filtros, etc, etc…
Aquilo foi mesmo muita mão-de-obra. Foram todos muito simpáticos, explicando cuidadosamente como travar pois o carro ficará, nos próximos 150 km, a travar menos. Moralidade da história:nesta vida é também necessário travar menos… peças para mudar não há muitas, temos um prazo de validade e ingredientes insubstituíveis…
h1

Julho 27, 2006

As palavras enrolaram-se, o discurso decorreu baixinho, dito de forma audível mas grave. O segredo guardado finalmente saíu e a afirmação pairou no ar: não é um “andar solitário entre a gente” é estar e ser solitário, sempre.

(Camões é um grande poeta e “a poesia é para comer”…)

h1

Se… " a vida não está certa nem errada, aguarda …

Julho 26, 2006

Se… ” a vida não está certa nem errada, aguarda apenas nossa decisão” -as palavras citadas de cor são de uma canção- porque têm de existir decisões tão dolorosas?

h1

Julho 25, 2006
Parece impossível que o oceano esteja tão perto.
Há uns anos era impensável um ano longe do mar, do Sol e da sensação de liberdade que os grandes espaços davam… até porque era impossível, era aí que vivia.
Anos passados admito que o impossível acontece porque ficamos muitas vezes longe do que amamos, fazemos uma ínfima parte do que pensamos fazer e (aparentemente) há momentos em que já nem pensamos.
h1

Pedido de ajuda Há 11 dias descobrimos que a Micas…

Julho 23, 2006
Pedido de ajuda
Há 11 dias descobrimos que a Micas, gatinha com 12 anos, Bosques da Noruega (foto publicada 23 Novembro de 2005) tinha um carcinoma na base da língua. Foi operada (o veterinário assegurou que os gatos conseguem viver até sem língua e fazer a sua vida com normalidade) no dia seguinte: o tumor foi retirado e metade da língua também. A cicatrização decorreu, com visitas periódicas ao veterinário: soro, antibiótico…
Os dias têm parecido meses e agora estamos na fase em que é suposto ela comer sozinha. Simplesmente não é fácil, ela consegue agarrar a comida com a boca… mas não sabe engolir.
E agora, haverá alguém que tenha experiência de semelhante situação? Faço tudo para ajudar a gatita, mas é muito difícil. É-o com seres humanos e com animais também.
Num gato a língua serve também para este se lavar. A Micas, noite e dia, sem que possamos impedi-la, arranca pêlo para com ele lavar-se, é desesperante ver isto acontecer e tomou porporções importantes. Se alguém souber como ajudar é muito bem vindo.