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Camões e o amor

Junho 10, 2008

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

 

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

 

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

                           Luís Vaz de Camões

 

Aprender de cor é aprender com o coração, e se Camões usou o seu…

Não me foi estranho aprender o soneto “Amor é fogo que arde sem se ver” de cor.   Que difícil traduzi-lo para partilhá-lo com quem não compreendia português, por amor, pelo poema e pelo dito não falante…

Passados tantos anos o poema continua a ser um dos meus favoritos, num dia que é de aniversário, de Portugal e seria dia de anos de uma das pessoas mais queridas na minha vida.

 Gosto especialmente do final, culminado por uma interrogação… 

Amor é ou não é também interrogação?

 A. Gonçalves

 

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