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papéis

Novembro 24, 2008

A tentação começou quando o frio apertou: era necessário acender a lareira. Perto da lenha improvisada, por onde espreitavam pregos ferrugentos e tábuas mal amanhadas,  estavam montes de papéis. Importante o papel, que regista o devido, mesmo quando não queremos. No entanto, como ceder à tentação de atear fogo àqueles iritantes e desordenados montes de papel?

O frio não parava de aumentar, a lareira também, com tábuas, com tudo o que estava à mão, excepto os famosos papéis, reservados para um outro dia… porque o prazer é algo que se degusta.

 Depois de dois dias de intenso sofrimento, incapacitante, foi uma maravilha assistir à dança das chamas, que desenhava formas e contornava as paredes da lareira, deixando-as quentes e com um tom diferente do inicial.

No dia seguinte, por debaixo do papel  de alumínio ainda persistia um pouco de calor, recordação de um momento de deleite para os olhos e para a alma. É necessário encontrar algo que nos dê prazer, mesmo quando tudo parece difícil e enevoado, mesmo quando faz muito frio.

Foi assim que uma avaliação morreu: viva UMA NOVA avaliação.

2 comentários

  1. Oh! Quem me dera ter uma lareira. Não só para destruir papéis desnecessários, mas ainda mais para ver o esplendor do fogo!


  2. Nádia Jururu:troca-se vista de lareira com fogo por vista para o mar.Se se conseguir conciliar tudo é caso para dizer, é ouro sobre azul…



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