Archive for the ‘quotidianices’ Category

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voltar

Outubro 29, 2011

Estar de volta é muito difícil.

 A escrita não se compadece da ausência.

 Até parece que as palavras ficaram perras, tipo máquina de escrever antiga, com teclas que ficam presas. 

Até parece que a vida ficou emperrada,

com laivos de cores fortes. O problema é cair num espaço sem côr…

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Ainda funciono a vapor…

Novembro 15, 2008
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Pois bem, foi dia de fazer algo com o que se tem por casa: apesar do inicial nome “rosmaninho”,  decidi-me pelo tomilho,  erva cidreira, pimenta preta em grão, flor de sal… água, e, esperei apenas um pouquinho… pois a preparação foi rápida, cheirosa e saborosa. Coloquei os ingredientes acima referidos dentro de um pouco de água, sobre a “espécie de grelha metálica” em forma de flor, adicionei dois robalos previamente preparados e o resultado foi óptimo. Recomendo (neste caso foi acompanhado com feijão-verde cozido, devidamente temperado com azeite e vinagre balsâmico biológico.

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uma a uma…

Novembro 11, 2008

ou uma dúzia, a escolha é de quem come!

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E se de repente um cavalo se apaixonasse por uma menina?

Junho 15, 2008

Hoje lembrei-me da história de um rapaz que recebe um bolo enfeitiçado. Por suspeitar que a sua pretendente recorria a meios pouco lícitos para obter o seu amor,  o rapazote, bom partido (já agora, haverá algum partido bom?) levou a sua suspeição e credulidade até ao fim e na dúvida deu o bolo (também entendido no sentido de pão)…ao seu cavalo.

Que bom, deveria ter dito o cavalo, um bolo! Desculpem, foi apenas o meu entusiasmo, pois no conto tal comentário nunca é feito pelo cavalo… nem pelo narrador. Em contrapartida, temos a forte presença de um cavalo que se expressa agindo apaixonado; no auge da paixão pela menina que lhe fez a comezaina, vai, com seus cascos, bater-lhe veementemente à porta. Tremenda desilusão sente a menina-que deu-bolo-com-feitiço-ao-objecto-dos-seus-sonhos-e-que-por-ele-esperava… Quem disse que os seres vivos são previsíveis ?… 

Ora bem, esta história com cavalo surgiu a propósito do livro que comecei a ler (grande novidade! Recomecei a leitura de alguns livros em atraso), ou seja, Qual é a minha ou a tua língua? Cem poemas de amor de outras línguas.  Reconheci alguns dos textos escolhidos, vão ler, enquanto deixo aqui o lembrete da história do rapaz, do cavalo e da menina. Podemos encontrar a versão completa deste conto (que também fala de amor…) em Contos Populares Portugueses, coligidos por José Leite de Vasconcellos. Amor e ironia não faltam nos nossos contos nem na minha memória.

Se é perigoso comer pão/bolo actualmente deve ser devido aos preços desgracentos que mostram os fundilhos das carteiras, mas como diz o ditado: não há fome que não dê em fartura, por isso peguei no livro que me foi gentilmente emprestado: Excesso de açucar e li até à página 38. Estava perfeitamente descansada pois na capa dizia claramente:“aviso, contém linguagem explícita” faz muita falta linguagem explicita, nos livros e no amor. Parei na referida página porque os livros são como os bolos, quando comemos/lemos um pode apetecer-nos outro ( e… o amor…) e foi assim, de mansinho, como quem quer passar uma tarde boa, que abri o  Cemitério de pianos, do José Luís Peixoto. Habitualmente fujo dos cemitérios sempre que posso, por causa das lágrimas que lhes associo, e pelo ar triste que têm, deve ser essa impresão que faz com que me entristessa e chore. É certo e sabido que quando choramos em locais públicos (mesmo com público morto a assistir ) as lágrimas têm tendência para se espalharem ou ficarem do lado de dentro da cara, invisíveis. Pois… assim que prossegui a leitura da trama narrativa acima referida derramei algumas lágrimas. Visívelmente ocupada em recolher esses fluídos que se espalhavam por todo lado, parei a leitura e fiquei-me pela música, francesa, desta vez, e ouvida provavelmente pelos vizinhos (sorry) mas foi alto e bom som que tentei aliviar o peso do dia 14.

Foram tantas as emoções e algum desespero perante a preparação de algo que continua a sair mal e implica tintas e pincéis que resolvi parar para fumar um cigarro, novo exercício (raro) a que me dedico. Aparentemente, fumar parece fazer o cérebro funcionar mais lentamente,  foi uma notícia lida na neet, muito apressadamente não reparei quem a assinava, por isso mereceu-me algumas dúvidas, digo, merecer-me-ia … se  não tivesse relido o que acabei de escrever: deve ser verdade mesmo!

Recomendo, sem ainda o ter terminado de ler, mas sabemos logo quando vamos amar, porque o amor cola-se-nos à pele dos dedos, (inclusive quando passamos as páginas)  a leitura de O Cemitério de pianos, tem uma escrita que nos prende e solta, característica que me agrada. Vamos ver quando voltarei a ele.

Agora vou impedir a gata M. de beber a coca-cola que está ao lado do pc, antes que provoque algum efeito secundário ao pc ou à gata.

A. Gonçalves                                                                            

 P.S.: Se conhecer meninas apaixonadas por cavalos ou outros animais diga…

 

 

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No estaleiro II

Junho 8, 2008

DE NOVO FICAREI EM PONTO MORTO, SEM COMBUSTÍVEL, FORA DE SERVIÇO.

 Novamente  AS MINHAS DESCULPAS.

A. GONÇALVES

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Vida animal

Maio 13, 2008

 

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Há dois dias um pássaro que mal sabe voar veio parar perto do ângulo de visão, desde então é observado cuidadosamente. Dona Lira e Dona Malhinhas vivem momentos de intensa emoção… de longe. Parece-me que o instinto animal não mostra comoção perante a ternura de ver os progenitores do pássaro a alimentá-lo!

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Postal de Paris, que deveria ter acompanhado a foto anterior?

Dezembro 3, 2007

Após um voo pouco atribulado ficou claro que chovia imenso em Paris. O frio fez-me rapidamente sentir todos os ossos do corpo, antes de dar mais uma estafa ao chapéu de chuva, cujas varetas de fora, qual peça futurista, me deram luta.

Foi entrar e saír da cidade em pé de vento, sem sequer pensar em recorrer ao pente, cuidadosamente guardado no fundo da mala, até porque ter cabelos no ar é algo que combina comigo e com a ventania que estava/está por terras de França…

Continuo a amar os bairros cheios de gente, as cores, o rio…  e tudo o que não cabe aqui.

AFINAL, Conheço AINDA de cor ruas por onde não pude passar e sei que vou querer voltar a rever detalhes que julgava esquecidos, para TAMBÈM  poder reparar nas mudanças, até porque a passagem foi demasiado curta, como são todas as passagens por locais onde nos sentimos mais (ou menos) felizes. 

O planeta Terra é um bom local para se viver, Lisboa também, Paris também…, seja com vento, tempestade, greve ou com tudo aquilo a que temos… torto ou… direito. No regresso o Tejo recebeu um grato olhar de reconhecimento, porque será?.

P.S.: este postal está estranho, mas deve ter sido do vento!