Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Para que não haja dúvidas…

Abril 26, 2009

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Gosto…

Janeiro 28, 2009

 

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…de pequenas imperfeições em fotos menos 

novas, reflexos de luzes num céu revolto…

… do cheiro de um amanhecer povoado de

sonhos.

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E parabéns

Dezembro 14, 2008

 

… ao Tomás, pelos dez anos que festeja hoje.  Desejo-lhe que continue a ter um presente feliz e um futuro cheio de imensos momentos de felicidade.

O rapaz parece ter pontaria, leva os jogos muito a sério e acerta muitas vezes na baliza, tem uma energia imparável e um olhar que me recorda o meu pai, quando o vejo faz-me sorrir e transmite-me uma sensação de felicidade, sei lá  porquê… 

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Sapatinhos de quê?

Dezembro 14, 2008

Ora bem, na semana passada, diverti-me a conversar com um grupo de jovens sobre a história da princesa com sapatos de cristal. Porque seriam de cristal, algo tão duro e certamente desconfortável…e … nos pés? Interpelados sobre esta questão, ninguém chegava a consenso. Como quem não quer a coisa, recorri a duas palavras francesas, pois a língua francesa é pouco divulgada junto dos nossos jovens, e, foi jogando com a semelhança entre “vaire” e “verre” que brinquei até chegar à hipótese do cristal enquanto material plausível para sapatos de princesa. A explicação, mais ou menos plausível, é em todo caso fruto da tradição oral e sua transmissão.

Pois… Os tempos andam difíceis e já ninguém acredita em princesas e em príncipes. Vejamos, se fizermos uma espécie de “equiparação” entre os antigos representantes (reis, rainhas…príncipes… conselheiros…) e os actuais representantes políticos (ministras, presidentes,…) verificamos que na actualidade o “povo”, se manifesta (não interessa se bem ou mal). Com ou sem pontaria lançam-se ovos… ou sapatos. Já é mais do que simples transmissão ou tradição, tratam-se de lançamentos (não de livros) do que se tem à mão.  Não deixa de ser profundamente irónico e mesmo se não sou apologista de agressões, devo dizer que nos dois casos, ovos /sapatos não consegui conter o riso, mas deve ser fruto do meu sentido de humor meio doido… só me ocorre o provérbio: “quem tem telhados de vidro…

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papéis

Novembro 24, 2008

A tentação começou quando o frio apertou: era necessário acender a lareira. Perto da lenha improvisada, por onde espreitavam pregos ferrugentos e tábuas mal amanhadas,  estavam montes de papéis. Importante o papel, que regista o devido, mesmo quando não queremos. No entanto, como ceder à tentação de atear fogo àqueles iritantes e desordenados montes de papel?

O frio não parava de aumentar, a lareira também, com tábuas, com tudo o que estava à mão, excepto os famosos papéis, reservados para um outro dia… porque o prazer é algo que se degusta.

 Depois de dois dias de intenso sofrimento, incapacitante, foi uma maravilha assistir à dança das chamas, que desenhava formas e contornava as paredes da lareira, deixando-as quentes e com um tom diferente do inicial.

No dia seguinte, por debaixo do papel  de alumínio ainda persistia um pouco de calor, recordação de um momento de deleite para os olhos e para a alma. É necessário encontrar algo que nos dê prazer, mesmo quando tudo parece difícil e enevoado, mesmo quando faz muito frio.

Foi assim que uma avaliação morreu: viva UMA NOVA avaliação.

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Páginas em branco

Novembro 6, 2008

Sabia que a página estava em branco.

O Word não processava nenhuma palavra, nem seria lógico que tal sucedesse. Mas a lógica fugia quando se tratava de desbravar caminhos. Não era a novidade no silêncio, nem o silêncio perante a enormidade do percurso que nunca traduziria. Não era nada era mais um tudo, desde a letra escrita no vidro embaciado de manhã, o sorriso perante o canto desafinando com que teimava em acompanhar as canções da rádio local.

 Já sabia que havia um calor morno no quotidiano, o seu tinha mais sobressaltos do que os amortecedores da Renault 5. 

Na página em branco via claramente que tudo o que queria escrever, atingia temperaturas elevadas. Nem as quebras bruscas que anunciavam a nova estação deixavam esquecer aquela página que continuaria em branco. No seu teclado interior premia as teclas exactas, numa cadência que conhecia a frase mais íntima e a forma de poema que mexia com o coração e com a estrutura do desejo.  

 

 

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por cem ou por mil

Outubro 27, 2008

No restaurante a conversa prosseguia animada entre  as duas personagens. Mantive-me com os olhos postos no livro, no entanto, não pude impedir-me de ouvir o que diziam. Sorri ao perceber que se tratavam naqueles bancos azuis de questões vitais: escrever era bom! Claro que tinha que ser um acto de partilha! Foi então que as lágrimas surgiram, era a criança de colo, na mesa do lado, que, visivelmente, estava preocupada com questões muito práticas, estas incluíam uma vontade de comer uma bolacha, algo que se resolveu facilmente. Saí rapidamente e o frio não me incomodou. Apanhei o 101.

No final da viagem desci os degraus com cuidado, trazia comigo a certeza de ter percorrido um caminho maior do que o feito pelo autocarro. Pensei porque havia tanto tempo que não escrevia nada que me apetecesse partilhar, se continuava a sentir a escrita como um acto de liberdade partilhado, como algo que tem a dupla capacidade: a de tornar tudo mais límpido e sereno ou a de poder virar o mundo ao contrário. Sabia perfeitamente a resposta, continuei a pé, coxeando até chegar ao destino e iniciar mais um dia de trabalho, o dia ia ser longo.